domingo, 1 de maio de 2016

Dedicado a todas as Mães

Desde sempre, em teu fundo, fui semente. 
Lá morava o meu projeto pequenino
quando nem tu me sabias inquilina! 


Até que, centelhas me acordaram 
e te cresci comigo, enquanto parecíamos 
a mesma bolsa de guardar a vida. 


Quando me fiz terra, te tornaste lua 
e girando à minha volta, me fez gente, 
no cuidar, na zanga e na ternura. 


Hoje dentro deste ser imenso, 
sou alguém que é abrigo e ventre 
e guarda teu amor, como semente 
a espalhar centelhas pelo mundo.  


Angela de Padua Schnoor



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