Desde sempre, em teu fundo, fui semente.
Lá morava o meu projeto pequenino
quando nem tu me sabias inquilina!
Até que, centelhas me acordaram
e te cresci comigo, enquanto parecíamos
a mesma bolsa de guardar a vida.
Quando me fiz terra, te tornaste lua
e girando à minha volta, me fez gente,
no cuidar, na zanga e na ternura.
Hoje dentro deste ser imenso,
sou alguém que é abrigo e ventre
e guarda teu amor, como semente
a espalhar centelhas pelo mundo.
Angela de Padua Schnoor

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