quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Mude...

 
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se noutra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspetivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
O novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.

A nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde, ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.

Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!

(Edson Marques)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O sonho...

... mesmo que não se concretize, é o motor secreto da mudança. Um mundo sem sonho é um mundo condenado à sua previsibilidade e anomia. Sonhar é preciso e é preciso perseguir o sonho, por mais inconcretizável que pareça.

(Paulo Cunha e Silva)

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Mais ou menos

"A gente pode
Morar numa casa mais ou menos,
Numa rua mais ou menos,
Numa cidade mais ou menos,
E até ter um governo mais ou menos.
A gente pode
Dormir numa cama mais ou menos,
Comer feijão mais ou menos,
Ter um transporte mais ou menos,
E até ser obrigado a acreditar mais ou menos
No futuro.
A gente pode
Olhar em volta e sentir que tudo está
Mais ou menos.
Tudo bem.
O que a gente não pode
Mesmo, nunca, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos,
É sonhar mais pu menos,
É ser amigo mais ou menos,
É namorar mais ou menos,
É ter fé mais ou menos
E acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar
Uma pessoa mais ou menos."
(Chico Xavier)


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Don't worry that children never listen to you....

... worry that they are always watching you.

Robert Fulghum

Tradução livre;
Não te preocupes pelo facto das crianças nunca te ouvirem.
Preocupa-te pelo facto delas estarem sempre a observar-te.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Ver o que vemos

"Nós não vemos o que vemos, nós vemos o que somos. Só veem as belezas do mundo aqueles que têm belezas dentro de si."
(Ruben Alves)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

A educação é o ponto...

... em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele.

Hannah Arendt

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Não luto comigo.

Se me torna feliz, aprendi a não lutar. Se me dá prazer, nem pergunto porquê. Deixo andar. Não faço da congruência um valor absoluto. Não me aflige nada gostar do preto e daqui a um ano descobrir que o cinzento é melhor. Só não muda quem é burro. A vida é isso, mudança. Se chegar à minha idade a pensar rigorosamente o que pensava aos 20, há alguma coisa errada. Ou então não viveu. A coerência é um valor, mas muito mais importante é a busca da felicidade.

(Helena Sacadura Cabral)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Palavras

"Mantenha as suas palavras sempre leves e doces. Pode precisar de engolir todas elas."
(Renata Fagundes)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Existe no silêncio...

... tão profunda sabedoria que às vezes ele transforma-se na mais perfeita resposta.

(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

...

"Pessoas que fazem o bem geralmente levam um sorriso ao rosto, têm olhos que brilham, um abraço muito gostoso... a voz é agradável, sempre disponíveis, andam para lá e para cá e, se reparamos bem, têm um par de asas que, até hoje, não sei se ficam nas costas ou no coração."
(M. Bruce)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

All that I need to know...

... at any given  oment is revealde to me.
My intuition is always on my side.

Louise Hay

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Não é o mais forte...


... que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.

(Charles Darwin)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

É preciso...

"É preciso sair da ilha para ver a ilha.
Nos vemos se não saímos de nós."
(Saramago)

sábado, 28 de novembro de 2015

Se...


... ficar alguma palavra, nesta minha vida, por dizer, que essa palavra não seja amo-te. Amo-te.

(Pedro Chagas Freitas)

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

I am beautiful...

... and everybody loves me.

Louise Hay


(Pelo menos hoje quero sentir-me assim...)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Há pessoas...


... que vêem as coisas como elas são e que perguntam a si mesmas: “Porquê?” E há pessoas que sonham as coisas como elas jamais foram e que perguntam a si mesmas: “Por que não?




(Bernard Shaw)

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

I choose to feel good about myself each day.

Every morning i remind myself that I can make the choice to feel good.
This is a new habit for me to cultivate.

Louise Hay

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Coisas infinitas

"Há duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana. Quanto à primeira, ainda não tenho a certeza absoluta."
(Albert Einstein)

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

I feel safe...

... in the rhythm and flow of ever-changing life.

Louise Hay

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

É uma pena...


... só aprendermos as lições da vida quando já não precisamos delas.

(Oscar Wilde)

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Obrigada.

''Eu tenho pensado nas pessoas que me somam. Naquelas que perdem o seu tempo e energia comigo, insistindo de várias formas para que o meu riso seja constante e as minhas preocupações pequenas. Naquelas pessoas que me pegam pela mão e me ajudam a atravessar abismos. Eu tenho pensado nas pessoas que fazem abrigo no coração, para eu morar. Naquelas que tecem milhares de sorrisos no meu rosto. Naquelas que constroem inúmeras certezas em cima do meu medo. Naquelas que falam bonito, depois de uma tempestade emocional desabar sobre o meu quintal. Naquelas que plantam pés de esperança, no vaso de entrada, para encantar o meu olhar. Àquelas pessoas que não desistem de mim, eu agradeço.''
(Cris Carvalho)

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Por mais duro o serviço...


...

Que a terra peça da gente,
Eu não sei por que feitiço
Temos sempre novo alento...!

(Miguel Araújo - Romaria das Festas de Santa Eufémia)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O caráter

''O caráter é como uma árvore e a reputação como a sua sombra. A sombra é o que nós pensamos dela; a arvore é a coisa real.''
(Abraham Lincoln)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Love is my gift to the world.

I fill myself with love out into the world.
How others treat me is their path;
how I react is mine.

Dr. Wayne Dyer

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Feche...


... algumas portas. Não  por orgulho ou arrogância, mas porque já não levam a lugar nenhum.

(Paulo Coelho)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Toda-a-Gente, Alguem, Qualquer-Um e Ninguèm

Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza de que Alguém o faria.
Qualquer-Um poderia fazê-lo mas Ninguém o fez.
Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente.
Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um poderia tê-lo feito, mas Ninguém reparou que Toda-a-Gente não o faria.
No fim Toda-a-Gente culpou Alguém quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.
(Autor Desconhecido)

Foi assim que nasceram as check-lists com quem faz o quê e quando...

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Na hora da verdade...

"Na hora da verdade ninguém engana a vida. É possível enganar o professor, os pais... mas enganar a vida é impossível. Na hora da verdade, a vida se encarrega de por todas as pessoas no seu devido lugar."
(Roberto Shinyashiki)

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

There is only one way to happiness...

... and that is to cease worring about things wich are byond the power of your will.
 
(Epictetus)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

...


Não é parar que é morrer; é ir andando.
 
(Prometo falhar, de Pedro Chagas Freitas)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

"A maior parte das pessoas...

(...) são como uma folha que cai, que flutua ao vento, que hesita e que cai no chão. Mas há outros, poucos, que são como estrelas, que seguem um rumo firme, nenhum vento os afeta, têm dentro de si as suas leis e o seu rumo."

in Siddartha, de Hermann Hess, pp. 77-78

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Abençoadas sejam.

"Abençoadas sejam as surpresas risonhas do caminho. As belezas que se mostram sem fazer suspense. As afeições compartilhadas sem esforço. As vezes em que a vida nos tira para dançar sem nos dar tempo para recusar o convite. As maravilhas todas da natureza, sempre surpreendentes, à espera da nossa entrega apreciativa.
Abençoados sejam os presentes fáceis de serem abertos. Os encantos que desnudam o erotismo da alma. Os improvisos bons que desmancham o penteado arrumadinho dos roteiros das gentes.
Abençoada seja a leveza, meu Deus.
Abençoadas sejam as dádivas que nos lembram, com alívio, que há lugares de descanso para os nossos cansaços. Que há lugares de afrouxamento para os nossos apertos. Que não é tão complicado assim saborear a graça possível que mora em cada instante.
Abençoadas sejam as dádivas generosas que nos surpreendem... elas não sabem o quanto, às vezes, nos salvam de nós mesmos."
(Ana Jácomo)

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

"Compreender o mundo...

... explicá-lo, desprezá-lo, são coisas que poderão agradar aos grandes pensadores. Mas eu considero mais importante amar o mundo, não o desprezar, não o odiar, nem me odiar, observá-lo a mim e a todos os seres com amor e admiração e respeito."

in Siddartha, de Hermann Hess, p. 149

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Não há nada...


... tão equitativamente distribuído no mundo como a inteligência: todos estão convencidos de que têm o suficiente.
(René Descartes)

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

"Digo-te aquilo que descobri.

Podemos partilhar conhecimentos, mas não a sabedoria. Podemos encontrá-la, podemos vivê-la, podemos ganhar importância com ela, podemos fazer maravilhas com ela, mas não podemos comunica-la e ensiná-la. (...)
É assim: para cada verdade, o contrário é igualmente verdade! Mais concretamente: uma verdade apenas se deixa exprimir e envolver em palavras quando é parcial. Tudo o que pode ser pensado com o pensamento ou dito com palavras é parcial, tudo é parcial, tudo é metade, a tudo falta totalidade, integralidade, unidade. (...) Mas o mundo, aquilo que existe à nossa volta e dentro de nós, nunca é parcial. (...) uma pessoa nunca é completamente santa ou completamente pecadora. Parece ser assim, porque estamos subjugados pela ilusão de que o tempo é real. O tempo não existe (...). E se o tempo não existe, também não existe a aparente diferença entre mundo e eternidade, entre sofrimento e bem-aventurança, entre mal e bem, é também uma ilusão."

in Siddartha, de Hermann Hess, pp. 144-145

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Gente para todos os gostos

"Tem gente de todas as cores. Tem gente de vários odores. Tem gente de muitos sabores.
Tem gente que é só açúcar e adoça o caminho por onde passamos.
Tem gente que parece pimenta... cada mordida arde.
Tem gente chuchu: não tem gosto de nada e nem o tempero faz melhorar.
Tem gente que é azeda... por açúcar que se lhe acrescente.
Tem gente salgada demais, nem água consegue melhorar.
Tem gente igual a cebola... basta encostar perto para nos fazer chorar.
Tem gente chocolate. Basta um para agradar.
Tem gelo que é como gelo, esfria até congelar.
Tem gente que é água fervendo com a emoção à flor da pele.
Tem gente morango. É bom, mas só há numa estação. Nas outras é difícil de encontrar.
Tem gente cafezinho... num momento, sempre bom para estar.
Tem gente arroz queimado, sempre com gosto ruim. Acho melhor não provar.
Tem gente maçã, fruta proibida... cuidado quando for tocar.
Tem gente algodão doce. Tão doce que é que sujamos os dedos para pegar.
Tem gente sorvete. Ninguém consegue enjoar.
Tem gente igual a côco... duro para quebrar!
Tem gente para todos os gostos... e uma ou outra vai agradar."
(Ita Portugal)

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

"Não és tu também, barqueiro, um homem à procura do caminho certo?

(...) Nunca desistirei de procurar, tal é a minha decisão. Também tu, pelo que me parece, andaste à procura. (...) Quando alguém procura - respondeu Siddartha - pode acontecer que os seus olhos vejam apenas a coisa que ele procura, porque tem um objetivo, porque está possuído por esse objetivo. Mas encontrar significa ser livre, manter-se aberto, não ter objetivos. Tu (...) és talvez um homem à procura, pois perseguindo o teu objetivo, muitas vezes não vez aquilo que está diante dos teus olhos"

in Siddartha, de Hermann Hess, pp. 141.142

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Apaixono-me...


...pelo que me fascina, entrego-me ao que me apaixona, estou inteira naquilo a que me entrego. Não penso na possibilidade de para sempre, não anseio, sequer, que o momento perfeito se estenda no tempo, porque por sorte aprendi que o momento perfeito, quando se estende, passa a ser um momento estendido e não um momento perfeito. O valor das coisas valiosas está na sua perenidade, na sua incapacidade para serem infinitas, e só assim se fazerem infinitas.
O que é a imortalidade senão o momento em que algo inesquecível acaba?

(Prometo falhar, de Pedro Chagas Freitas)
 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

"Nesse momento...

... Siddhartha desistiu de lutar com o destino, desistiu de sofrer. No seu rosto brilhava a serenidade da sabedoria a que nenhuma vontade se opõe, que conhece a perfeição, que está em sintonia com o fluxo dos acontecimentos, com o curso da vida, cheia de compaixão, cheia de simpatia, entregue à corrente, parte da unidade."

in Siddartha, de Hermann Hess, p. 140

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Intervalos da vida

"Há dias em que a vida vai obrigar-te a parar. Ouve o que ela diz. Precisas de ti inteira; precisas muito mais de ti do que dos outros.
Há dias em que a vida vai obrigar-te a parar e pedir-te que não te preocupes com o resto do mundo. O resto do mundo continua o mesmo sem ti.
Há dias em que a vida vai obrigar-te a parar e pedir-te que repares em ti. Que celebres e agradeças o que de melhor tens: a tua saúde, o teu tempo, a tua liberdade, o teu amor, as tuas pessoas, o teu pequeno mundo dos afetos.
Há dias em que a vida sabe, sabe mesmo, que algumas paragens que te obriga a fazer, quando feitas no momento certo, te ensinam a respirar, a voltar a acreditar e a esperar, como quem espera pelo verão, pelo comboio que te leva ao destino. Ao teu destino.
Confia. Quando a vida te obrigar a parar, pára. Cuida de ti. Gosta de ti. Abraça-te. Sem ses, nem mas.
Porque o resto do mundo... esse pode esperar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

"Siddartha refletiu sobre a sua situação. (...)

Agora, pensou, que todas as coisas efémeras me escaparam, aqui estou eu de novo sob o sol como quando era criança, nada me pertence, nada conheço, nada sei fazer, nada aprendi. É assombroso! Agora, que já não sou um jovem, que os meus cabelos começam a ficar grisalhos, que as forças me abandonam, agora recomeço tudo de novo, como se fora uma criança! Riu novamente. Sim, estranho era o seu destino! Fazia-o recuar, a agora encontrava-se outra vez vazio e nu e ignorante no mundo. Mas não sentia mágoa por causa disso, não, sentia apenas um forte impulso para rir de si mesmo, para rir deste mundo estranho e louco"

in Siddartha, de Hermann Hess, pp. 100-101

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Os mais felizes...


... são os que vêem melhor, os que vêem primeiro e mais rápido – e sobretudo os que vêem do lugar certo. Tudo tem um lugar certo para ser visto. Procura o teu. Todos os olhares têm um lugar feliz. Olha pelo ângulo exacto. Podes até cansar-te, fraquejar porque fraquejar é de homem. Mas nunca deixes de olhar.
 
(Prometo falhar, de Pedro Chagas Freitas)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"E agora, Siddhartha, o que és agora?

- Não sei, sei tão pouco como tu. Estou a caminho. Fui um homem rico e agora já não sou; e aquilo que serei amanhã, não sei."

in Siddartha, de Hermann Hess, p. 99

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Quando eu estiver velhinha - Será?

"Quando eu estiver velhinha vou morar um pouco com cada filho e dar-lhes tantas alegrias quantas as que eles me deram. 
Quero retribuir tudo o que desfrutei deles fazendo as mesmas coisas... Oh! Eles vão adorar!
Escreverei nas paredes com lápis de cores diversas, pularei nos sofás de sapatos e tudo! Beberei das garrafas e as deixarei vazias dentro do frigorífico. Entupirei de papel as sanitas e como eles ficarão bravos com isso!
Quando eles estiverem ao telemóvel, e não me puderem alcançar, vou aproveitar para brincar com o açúcar ou com a água. Eles vão abanar as suas cabeças e correr atrás de mim! Ma seu estarei bem escondida debaixo da cama...
Quando eu estiver velhinha, e quando me chamarem para o jantar que eles prepararam, não vou comer as verduras, as saladas ou a carne... vou engasgar-me com as ervilhas e derramar a água na mesa e, quando se zangarem, corro! (se ainda for capaz...)
Quando eu estiver velhinha vou sentar-me bem perto da tv e vou mudar de canal o tempo todo. Tirarei as meias na sala e deixarei os sapatos espalhados.
E mais tarde, à noite, quando já deitada, vou agradecer a Deus por tudo, fechar os olhinhos para dormir e os meus filhos vão olhar para mim com um meio sorriso e vão dizer: ela é tão doce quando dorme!"
(autor desconhecido)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

"Durante todos estes anos...

... esforçara-se e ansiara, mesmo sem o saber, por se tornar um homem como os outros (...) e por isso a sua vida fora muito mais desgraçada e pobre do que a deles, porque os objetivos e os problemas deles não eram os seus (...)"

in Siddartha, de Hermann Hess, p. 89

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Só os que se arriscam...


... a ir longe demais são capazes de descobrir o quão longe se pode ir.


(T. S. Eliot)

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

"Há quanto tempo...

.. que não escutava esta voz, há quanto tempo não alcançava nada de elevado, quão simples e monótono fora o seu caminho, tantos anos sem objetivos elevados, sem sede, sem exaltação, contente com pequenos prazeres e, no entanto, nunca se sentido satisfeito!"
 
in Siddartha, de Hermann Hess, p. 89

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Às vezes...

"Às vezes, na estranha tentativa de nos defendermos da suposta visita da dor, soltamos os cães. Apagamos as luzes. Fechamos as cortinas. Trancamos as portas com chaves, cadeados e medos. Ficamos quietinhos nesse lugar escuro e pouco arejado, para a vida não desconfiar que estamos em casa. A encrenca é que, ao nos protegermos tanto da possibilidade da dor, acabamos por nos protegermos também da possibilidade de lindas alegrias. Impossível saber o que a vida nos pode trazer a qualquer instante se não abrirmos a porta."
(Ana Jácomo)

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

E o que é o Amor?

Perguntei um dia...
E todos disseram que era isto ou aquilo
Mas no fundo ninguém sabia...

Foi então que te descobri
E te chamei Amor
E chamei Amor ao que por ti sentia...

Mas também eu não sabia o que era o Amor
E hoje ainda menos sei...
Porque hoje sei o quanto não sei do Amor...

Apenas sei que continuas ao meu lado
De mãos dadas a caminhar...
Apenas sei que em cada dia que vivemos
Sabemos um pouco mais sobre o Amor
E quanto mais sabemos mais temos por desvendar...

Por isso fica aqui, bem perto
Não vamos nunca saber tudo sobre o Amor
Mas podemos aproveitar a viagem juntos!

22 de setembro de 2015
Cláudia Peneda


Dedicado ao meu marido pelo nosso vigésimo aniversário de namoro! Venham mais 20!



Só quem ama...

... corre o risco de morrer; os outros, correm apenas o risco de continuar mortos.

(Pedro Chagas Freitas)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

"Era-lhe tão fácil falar com todos...

... viver com todos, aprender com todos, e no entanto tinha consciência que algo o mantinha afastado, e que esse algo era a sua vida de samana. Via os homens a viverem como crianças ou como animais e, por causa dessa vida, amava-os e desprezava-os ao mesmo tempo. Via o seu esforço, o seu sofrimento, a sua tristeza por causa de coisas que lhe pareciam insignificantes, por dinheiro, por pequenos prazeres, por pequenas honrarias. Via-os a repreenderem-se e a insultarem-se mutuamente, a lamentarem-se por causa de dores que fazem rir uma samana e a sofrerem por privações que um samana não sente."
 
in Siddhartha, de Hermann Hesse, p. 75

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O essencial

"Às vezes só precisamos que nos lembrem do essencial.
Nem sempre temos teto. Nem sempre temos chão. Mas assim, juntos, onde quer que seja, temos o que fica entre nós. Entre o teto e o chão estamos nós. E isso já é a nossa casa."
(Pedrinho Fonseca)

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Nenhuma pessoa...

... é capaz de escolher sem medo.
(Paulo Coelho, in Brida)

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Se o céu existir...




(PS: Porque hoje é um dia especial... aqui fica um abraço apertado para a minha amiga I.S.)