sexta-feira, 9 de outubro de 2015

"Siddartha refletiu sobre a sua situação. (...)

Agora, pensou, que todas as coisas efémeras me escaparam, aqui estou eu de novo sob o sol como quando era criança, nada me pertence, nada conheço, nada sei fazer, nada aprendi. É assombroso! Agora, que já não sou um jovem, que os meus cabelos começam a ficar grisalhos, que as forças me abandonam, agora recomeço tudo de novo, como se fora uma criança! Riu novamente. Sim, estranho era o seu destino! Fazia-o recuar, a agora encontrava-se outra vez vazio e nu e ignorante no mundo. Mas não sentia mágoa por causa disso, não, sentia apenas um forte impulso para rir de si mesmo, para rir deste mundo estranho e louco"

in Siddartha, de Hermann Hess, pp. 100-101

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