... viver com todos, aprender com todos, e no entanto tinha consciência que algo o mantinha afastado, e que esse algo era a sua vida de samana. Via os homens a viverem como crianças ou como animais e, por causa dessa vida, amava-os e desprezava-os ao mesmo tempo. Via o seu esforço, o seu sofrimento, a sua tristeza por causa de coisas que lhe pareciam insignificantes, por dinheiro, por pequenos prazeres, por pequenas honrarias. Via-os a repreenderem-se e a insultarem-se mutuamente, a lamentarem-se por causa de dores que fazem rir uma samana e a sofrerem por privações que um samana não sente."
in Siddhartha, de Hermann Hesse, p. 75
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