Este princípio operacional teste diretamente a crença individual na existência de uma «realidade» ou «verdade» absoluta, que é observada pelos nossos sentidos. Quando utilizamos este princípio, deixamos de lado a ideia de «realidade« e optamos por nos centrar na ideia de que construímos a realidade com base na informação que o nosso sistema possui, ou seja, a nossa realidade é subjetiva e, por isso mesmo, diferente da dos outros. São ótimas notícias, pois parecem indicar que podemos mudar a realidade mudando a nossa perceção. Este princípio tem o dom de relaxar a rigidez do indivíduo e aumentar o seu leque de escolhas. Quando alguém passa, por exemplo, de «os homens são maus» para «a minha perceção é de que os homens são maus, com base nas minhas experiências passadas e crenças familiares, se tivesse por base outras experiências talvez eu pudesse ter uma crença diferente em relação a este assunto», automaticamente há uma permissão da possibilidade de que talvez o território não ser exatamente como o mapa que construímos dele!
(Pedro Vieira, in O magico que não acreditava em magia, pág. 142)
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