sexta-feira, 30 de outubro de 2015

There is only one way to happiness...

... and that is to cease worring about things wich are byond the power of your will.
 
(Epictetus)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

...


Não é parar que é morrer; é ir andando.
 
(Prometo falhar, de Pedro Chagas Freitas)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

"A maior parte das pessoas...

(...) são como uma folha que cai, que flutua ao vento, que hesita e que cai no chão. Mas há outros, poucos, que são como estrelas, que seguem um rumo firme, nenhum vento os afeta, têm dentro de si as suas leis e o seu rumo."

in Siddartha, de Hermann Hess, pp. 77-78

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Abençoadas sejam.

"Abençoadas sejam as surpresas risonhas do caminho. As belezas que se mostram sem fazer suspense. As afeições compartilhadas sem esforço. As vezes em que a vida nos tira para dançar sem nos dar tempo para recusar o convite. As maravilhas todas da natureza, sempre surpreendentes, à espera da nossa entrega apreciativa.
Abençoados sejam os presentes fáceis de serem abertos. Os encantos que desnudam o erotismo da alma. Os improvisos bons que desmancham o penteado arrumadinho dos roteiros das gentes.
Abençoada seja a leveza, meu Deus.
Abençoadas sejam as dádivas que nos lembram, com alívio, que há lugares de descanso para os nossos cansaços. Que há lugares de afrouxamento para os nossos apertos. Que não é tão complicado assim saborear a graça possível que mora em cada instante.
Abençoadas sejam as dádivas generosas que nos surpreendem... elas não sabem o quanto, às vezes, nos salvam de nós mesmos."
(Ana Jácomo)

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

"Compreender o mundo...

... explicá-lo, desprezá-lo, são coisas que poderão agradar aos grandes pensadores. Mas eu considero mais importante amar o mundo, não o desprezar, não o odiar, nem me odiar, observá-lo a mim e a todos os seres com amor e admiração e respeito."

in Siddartha, de Hermann Hess, p. 149

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Não há nada...


... tão equitativamente distribuído no mundo como a inteligência: todos estão convencidos de que têm o suficiente.
(René Descartes)

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

"Digo-te aquilo que descobri.

Podemos partilhar conhecimentos, mas não a sabedoria. Podemos encontrá-la, podemos vivê-la, podemos ganhar importância com ela, podemos fazer maravilhas com ela, mas não podemos comunica-la e ensiná-la. (...)
É assim: para cada verdade, o contrário é igualmente verdade! Mais concretamente: uma verdade apenas se deixa exprimir e envolver em palavras quando é parcial. Tudo o que pode ser pensado com o pensamento ou dito com palavras é parcial, tudo é parcial, tudo é metade, a tudo falta totalidade, integralidade, unidade. (...) Mas o mundo, aquilo que existe à nossa volta e dentro de nós, nunca é parcial. (...) uma pessoa nunca é completamente santa ou completamente pecadora. Parece ser assim, porque estamos subjugados pela ilusão de que o tempo é real. O tempo não existe (...). E se o tempo não existe, também não existe a aparente diferença entre mundo e eternidade, entre sofrimento e bem-aventurança, entre mal e bem, é também uma ilusão."

in Siddartha, de Hermann Hess, pp. 144-145

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Gente para todos os gostos

"Tem gente de todas as cores. Tem gente de vários odores. Tem gente de muitos sabores.
Tem gente que é só açúcar e adoça o caminho por onde passamos.
Tem gente que parece pimenta... cada mordida arde.
Tem gente chuchu: não tem gosto de nada e nem o tempero faz melhorar.
Tem gente que é azeda... por açúcar que se lhe acrescente.
Tem gente salgada demais, nem água consegue melhorar.
Tem gente igual a cebola... basta encostar perto para nos fazer chorar.
Tem gente chocolate. Basta um para agradar.
Tem gelo que é como gelo, esfria até congelar.
Tem gente que é água fervendo com a emoção à flor da pele.
Tem gente morango. É bom, mas só há numa estação. Nas outras é difícil de encontrar.
Tem gente cafezinho... num momento, sempre bom para estar.
Tem gente arroz queimado, sempre com gosto ruim. Acho melhor não provar.
Tem gente maçã, fruta proibida... cuidado quando for tocar.
Tem gente algodão doce. Tão doce que é que sujamos os dedos para pegar.
Tem gente sorvete. Ninguém consegue enjoar.
Tem gente igual a côco... duro para quebrar!
Tem gente para todos os gostos... e uma ou outra vai agradar."
(Ita Portugal)

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

"Não és tu também, barqueiro, um homem à procura do caminho certo?

(...) Nunca desistirei de procurar, tal é a minha decisão. Também tu, pelo que me parece, andaste à procura. (...) Quando alguém procura - respondeu Siddartha - pode acontecer que os seus olhos vejam apenas a coisa que ele procura, porque tem um objetivo, porque está possuído por esse objetivo. Mas encontrar significa ser livre, manter-se aberto, não ter objetivos. Tu (...) és talvez um homem à procura, pois perseguindo o teu objetivo, muitas vezes não vez aquilo que está diante dos teus olhos"

in Siddartha, de Hermann Hess, pp. 141.142

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Apaixono-me...


...pelo que me fascina, entrego-me ao que me apaixona, estou inteira naquilo a que me entrego. Não penso na possibilidade de para sempre, não anseio, sequer, que o momento perfeito se estenda no tempo, porque por sorte aprendi que o momento perfeito, quando se estende, passa a ser um momento estendido e não um momento perfeito. O valor das coisas valiosas está na sua perenidade, na sua incapacidade para serem infinitas, e só assim se fazerem infinitas.
O que é a imortalidade senão o momento em que algo inesquecível acaba?

(Prometo falhar, de Pedro Chagas Freitas)
 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

"Nesse momento...

... Siddhartha desistiu de lutar com o destino, desistiu de sofrer. No seu rosto brilhava a serenidade da sabedoria a que nenhuma vontade se opõe, que conhece a perfeição, que está em sintonia com o fluxo dos acontecimentos, com o curso da vida, cheia de compaixão, cheia de simpatia, entregue à corrente, parte da unidade."

in Siddartha, de Hermann Hess, p. 140

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Intervalos da vida

"Há dias em que a vida vai obrigar-te a parar. Ouve o que ela diz. Precisas de ti inteira; precisas muito mais de ti do que dos outros.
Há dias em que a vida vai obrigar-te a parar e pedir-te que não te preocupes com o resto do mundo. O resto do mundo continua o mesmo sem ti.
Há dias em que a vida vai obrigar-te a parar e pedir-te que repares em ti. Que celebres e agradeças o que de melhor tens: a tua saúde, o teu tempo, a tua liberdade, o teu amor, as tuas pessoas, o teu pequeno mundo dos afetos.
Há dias em que a vida sabe, sabe mesmo, que algumas paragens que te obriga a fazer, quando feitas no momento certo, te ensinam a respirar, a voltar a acreditar e a esperar, como quem espera pelo verão, pelo comboio que te leva ao destino. Ao teu destino.
Confia. Quando a vida te obrigar a parar, pára. Cuida de ti. Gosta de ti. Abraça-te. Sem ses, nem mas.
Porque o resto do mundo... esse pode esperar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

"Siddartha refletiu sobre a sua situação. (...)

Agora, pensou, que todas as coisas efémeras me escaparam, aqui estou eu de novo sob o sol como quando era criança, nada me pertence, nada conheço, nada sei fazer, nada aprendi. É assombroso! Agora, que já não sou um jovem, que os meus cabelos começam a ficar grisalhos, que as forças me abandonam, agora recomeço tudo de novo, como se fora uma criança! Riu novamente. Sim, estranho era o seu destino! Fazia-o recuar, a agora encontrava-se outra vez vazio e nu e ignorante no mundo. Mas não sentia mágoa por causa disso, não, sentia apenas um forte impulso para rir de si mesmo, para rir deste mundo estranho e louco"

in Siddartha, de Hermann Hess, pp. 100-101

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Os mais felizes...


... são os que vêem melhor, os que vêem primeiro e mais rápido – e sobretudo os que vêem do lugar certo. Tudo tem um lugar certo para ser visto. Procura o teu. Todos os olhares têm um lugar feliz. Olha pelo ângulo exacto. Podes até cansar-te, fraquejar porque fraquejar é de homem. Mas nunca deixes de olhar.
 
(Prometo falhar, de Pedro Chagas Freitas)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"E agora, Siddhartha, o que és agora?

- Não sei, sei tão pouco como tu. Estou a caminho. Fui um homem rico e agora já não sou; e aquilo que serei amanhã, não sei."

in Siddartha, de Hermann Hess, p. 99

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Quando eu estiver velhinha - Será?

"Quando eu estiver velhinha vou morar um pouco com cada filho e dar-lhes tantas alegrias quantas as que eles me deram. 
Quero retribuir tudo o que desfrutei deles fazendo as mesmas coisas... Oh! Eles vão adorar!
Escreverei nas paredes com lápis de cores diversas, pularei nos sofás de sapatos e tudo! Beberei das garrafas e as deixarei vazias dentro do frigorífico. Entupirei de papel as sanitas e como eles ficarão bravos com isso!
Quando eles estiverem ao telemóvel, e não me puderem alcançar, vou aproveitar para brincar com o açúcar ou com a água. Eles vão abanar as suas cabeças e correr atrás de mim! Ma seu estarei bem escondida debaixo da cama...
Quando eu estiver velhinha, e quando me chamarem para o jantar que eles prepararam, não vou comer as verduras, as saladas ou a carne... vou engasgar-me com as ervilhas e derramar a água na mesa e, quando se zangarem, corro! (se ainda for capaz...)
Quando eu estiver velhinha vou sentar-me bem perto da tv e vou mudar de canal o tempo todo. Tirarei as meias na sala e deixarei os sapatos espalhados.
E mais tarde, à noite, quando já deitada, vou agradecer a Deus por tudo, fechar os olhinhos para dormir e os meus filhos vão olhar para mim com um meio sorriso e vão dizer: ela é tão doce quando dorme!"
(autor desconhecido)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

"Durante todos estes anos...

... esforçara-se e ansiara, mesmo sem o saber, por se tornar um homem como os outros (...) e por isso a sua vida fora muito mais desgraçada e pobre do que a deles, porque os objetivos e os problemas deles não eram os seus (...)"

in Siddartha, de Hermann Hess, p. 89

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Só os que se arriscam...


... a ir longe demais são capazes de descobrir o quão longe se pode ir.


(T. S. Eliot)