Damos o conhecimento pronto e acabado aos jovens. Não os estimulamos a criticar, questionar, discordar. Os alunos não descobrem, não criam, não ousam pensar, não se aventuraram.
(...)
Os jovens não estão preparados para enfrentar os desafios exteriores e os conflitos interiores. Não sabem proteger a sua emoção, administrar os seus pensamentos, expor as suas ideias, pensar antes de reagir.
(...)
Além disso, a nossa geração quis dar-lhes o melhor. Não queríamos que andassem à chuva, se magoassem nas ruas, se ferissem com as brincadeiras caseiras, quisemos poupá-los às dificuldades. Colocámos televisões na sala e nos quartos, fornecemos computadores, videojogos. As nossa crianças e os nossos jovens têm uma vida cheia de atividades, correndo ente cursos de línguas, informática, judo, natação, música e dança.
A intenção foi ótima, o resultado foi péssimo. Os pais não percebem que as crianças precisam de ter infância, precisam de inventar, correr riscos, dececionar-se, divertir-se, encantar-se com as pequenas coisas simples da vida. Não imaginam que as funções mais importantes da inteligência dependem das brincadeiras da criança.
Augusto Cury, in nunca desista dos seus sonhos, pág. 163-265
Sem comentários:
Enviar um comentário