terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Sou a viajante e a viagem.

"Não sei exatamente em que momento comecei a despertar.
Só sei que comecei a compreender o respeito e a reverência que a experiência humana merece.
A me dar conta de delícias que passaram despercebidas durante um sono inteiro.
E a lembrar do que faço aqui. Ainda que eu não faça.
Ainda que os vícios que o sono deixou me costumem atrapalhar.
Ainda que, de vez em quando, finja continuar a dormir.
Mas não tenho mais tanta pressa.
Comecei a aprender a ser mais gentil com o meu passo.
Afinal, não há lugar algum para chegar além de mim.
Eu sou a viajante e a viagem."
(Ana Jácomo)

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