quinta-feira, 12 de março de 2015

Felicidade

Não luto comigo. Se me torna feliz, aprendi a não lutar.
Se me dá prazer, nem pergunto porquê. Deixo andar.
Não faço da congruência um valor absoluto. Não me aflige nada gostar do preto e daqui a um ano descobrir que o cinzento é melhor.
Só não muda quem é burro. A vida é isso, mudança.
Se chegar à minha idade a pensar rigorosamente o que pensava aos 20, há alguma coisa errada.
Ou então não viveu.
A coerência é um valor, mas muito mais importante é a busca da felicidade.
 
(Helena Sacadura Cabral)

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