... que não sou passadista. Nem mulher de nostalgias.
Ensinou-mo a minha avó Joana, que sempre olhou em frente, apesar dos muitos filhos que teve e do muito de que abdicou, para ter a alegria de os criar. E depois deles, a fornada dos netos, a quem sempre transmitiu força.
Ensinou-mo, também, a minha mãe, essa mulher a quem, nem mesmo os dezoito anos de uma terrível doença, fizeram jamais baixar os braços.
Ensinou-mo, ainda, o meu pai, nessa sua permanente tolerância da diferença e na total confiança nas qualidades dos filhos.
Por isso, e para mim, passado é aquilo que se viveu e a alegria que dele se guarda. Para alimentar o presente e esperar o futuro. As dores, essas, não são passado. São esquecimento.
E, mesmo hoje, quando o tempo que vivi supera o que tenho para viver, a nostalgia tem pouco espaço para se instalar.
Tenho um presente que vivo como quero, porque sempre tentei adequar os sonhos às possibilidades. E não perdi nada com isso. Pelo contrário. Esta posição tornou-se uma filosofia de vida. Que me mantém "fresca" e permite gerir cada dia sem amarguras!
Mas não quereria eu, alguma vez, tornar ao passado? Não. Nem sequer aos muitos momentos de imensa felicidade que também tive. Porque essa felicidade só "existiu" naquele tempo, naquela mulher, naquelas circunstâncias. Dessas ocasiões ficaram os cheiros, os gostos, as gargalhadas, as ternuras, os amores. Repito "ficaram". E, se às vezes aparecem sem ser convidados, é porque no "presente" sinto algo semelhante. Não porque lamente o que tenha perdido.
Ensinou-mo, também, a minha mãe, essa mulher a quem, nem mesmo os dezoito anos de uma terrível doença, fizeram jamais baixar os braços.
Ensinou-mo, ainda, o meu pai, nessa sua permanente tolerância da diferença e na total confiança nas qualidades dos filhos.
Por isso, e para mim, passado é aquilo que se viveu e a alegria que dele se guarda. Para alimentar o presente e esperar o futuro. As dores, essas, não são passado. São esquecimento.
E, mesmo hoje, quando o tempo que vivi supera o que tenho para viver, a nostalgia tem pouco espaço para se instalar.
Tenho um presente que vivo como quero, porque sempre tentei adequar os sonhos às possibilidades. E não perdi nada com isso. Pelo contrário. Esta posição tornou-se uma filosofia de vida. Que me mantém "fresca" e permite gerir cada dia sem amarguras!
Mas não quereria eu, alguma vez, tornar ao passado? Não. Nem sequer aos muitos momentos de imensa felicidade que também tive. Porque essa felicidade só "existiu" naquele tempo, naquela mulher, naquelas circunstâncias. Dessas ocasiões ficaram os cheiros, os gostos, as gargalhadas, as ternuras, os amores. Repito "ficaram". E, se às vezes aparecem sem ser convidados, é porque no "presente" sinto algo semelhante. Não porque lamente o que tenha perdido.
(Helena Sacadura Cabral)
(PS: Amiga Isabel Sousa, obrigada por este lindo texto!)
IC
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