quinta-feira, 29 de maio de 2014

Lembre-se de que...

... é preciso muita ousadia para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita profundidade para se agarrar ao chão.
(Paulo Coelho)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

10º Pressuposto PNL - Todo o comportamento e toda a mudança são avaliados em função do contexto e da ecologia.

Quando alguém se comporta de determinada forma, esse comportamento não possui valor intrínseco. Sem analisar o contexto, teremos dificuldade em avaliar o comportamento como bom ou mau! E, claro, o comportamento que pode ser adequado num contexto, pode ser desadequado noutro. E quanto a uma mudança, ela é boa ou má? Mais uma vez, tudo depende do contexto. Para além disto, também é muito útil analisar o impacto que um comportamento ou uma mudança têm sobre outras partes do nosso sistema ou sobre a vida dos outros para determinar se são ecológicos. Alguém decide trabalhar 16 horas por dia, produzindo melhores resultados profissionais e simultaneamente criando dificuldades na gestão da sua energia (outra parte do seu sistema) e criando impacto negativo na vida dos seus filhos (outras pessoas envolvidas no sistema).
(Pedro Vieira, in O mágico que não acreditava em magia, pág. 156)

terça-feira, 27 de maio de 2014

Almas perfumadas

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente 
no balanço de uma rede que dança gostoso 
numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente 
comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce 
da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, 
mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe 
que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente 
chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo 
com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, 
mas parece manhã de Natal 
do tempo em que a gente acordava e encontrava 
o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas 
que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos 
acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha 
que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando 
um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia 
do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe 
que a sensualidade é um perfume
que vem de dentro e que a atração 
que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra 
que no instante em que rimos Deus está connosco, 
juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Tem gente como você que nem percebe 
como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus.


(Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A seguir ao Inverno vem a Primavera

Tão certo como a seguir ao Inverno vir a Primavera, a prosperidade e o crescimento económico aparecem depois da recessão.

Bo Bennett
(Tradução livre de Armindo Jales)

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Não somos apenas o que pensamos ser...

Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos..."sem querer".
(Sigmund Freud)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

9º Presssuposto PNL - Não há falhanço, apenas feedback.

Quando obtemos um determinado resultado, podemos atribuir-lhe significados vários. Por exemplo, podemos escolher pensar no resultado como um fracasso, ou então podemos olhar para o resultado como uma simples expressão ou consequência de um conjunto de comportamentos. Como os comportamento são alteráveis, o resultado também o será. Assim, este princípio afirma que não existirá falhanço, na medida em que todo o resultado é apenas um fonte de informação ou feedback, que poderá ser incorporado no ciclo seguinte de ação! Ao praticar este princípio olhará com mais entusiasmo para as coisas que aparentemente não funcionam bem, pois aceitará que são apenas passos intermédios rumo ao objetivo.
(Pedro Vieira, in O mágico que não acreditava em magia, pág. 154)

(... ) quando um resultado é importante, continua a fazer diferente até lá chegares.
(Pedro Vieira, in O mágico que não acreditava em magia, pág. 65)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Desafio

"Eu te desafio a reclamar menos do que não dá certo. E a sorrir a cada pequena conquista. A, ao invés de olhar sempre para a própria vida, virar um pouco a cabeça e enxergar o outro. A saborear cada passo e não te preocupar somente com a meta final. A, por mais que as coisas fiquem nebulosas, não endurecer. A entender que certos vazios fazem parte do processo. A não esquecer das delicadezas que importam tanto. A lembrar sempre que todo mundo tem uma força que só aparece na hora do aperto. E a se deixar enfraquecer às vezes. A ter consciência que ninguém está aqui por acaso e que precisamos ter objetivos concretos na vida. E a aceitar que nem sempre descobrimos quais são esses objetivos cedo. A nunca desistir de tentar e a não se esconder no primeiro não. A entender que sonhos são fundamentais para a nossa sanidade mental. E a não esquecer de quem nos acolhe."

(Clarissa Corrêa

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Capitalismo versus Comunismo

No regime capitalista, o homem explora o homem, no regime comunista é exatamente o oposto.

John Kenneth Galbraith
(tradução livre de Armindo Jales)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

quarta-feira, 14 de maio de 2014

8º Pressuposto PNL - As pessoas têm os recursos de que necessitam para atingir os seus objetivos

Quando existe um objetivo bem formado, o indivíduo poderá identificar um conjunto de recursos de que necessitará para alcançar o objetivo. Estes recursos poderão ser externos (como dinheiro ou outras pessoas) ou internos (como a motivação, a confiança ou o foco). Às vezes, o indivíduo pode ter a sensação de que não possui um determinado recurso. Por exemplo, pode sentir que "Necessito de muita coragem para conseguir isto, mas não sou corajoso". O princípio operacional em causa é altamente possibilitador, pois assume que todas as pessoas têm esses recursos dentro de si, apenas poderão não o ter acessíveis neste momento. Se foram introduzidas determinadas alterações nas representações internas e na fisiologia, os recursos passarão a estar disponíveis!
(Pedro Vieira, in O mágico que não acreditava em magia, pág. 152)

terça-feira, 13 de maio de 2014

O laço e o abraço

"Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... Uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...
Devagarinho
, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah, então, é assim o amor, a amizade, tudo que é sentimento.
Como um pedaço de fita enrosca, segura um pouquinho,
Mas pode se desfazer a qualquer hora,
Deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço."
(Mário Quintana)

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Finance understanding

É bom que as pessoas da nossa nação não entendam muito bem o nosso sistema bancário e monetário, caso contrário teríamos uma revolução.

Henry Ford
(Tradução livre de Armindo Jales)

quinta-feira, 8 de maio de 2014

quarta-feira, 7 de maio de 2014

7º Pressuposto PNL - Resistência é sinal de falta de rapport. Não há pessoas resistentes, apenas comunicadores inflexíveis.

Quando alguém resiste à nossa mensagem ou à nossa pessoa, manifesta-o verbal e não verbalmente. A resistência impede a fluidez da comunicação e faz com que o significado da nossa comunicação seja fraco (quando comparado com os resultados que gostaríamos de atingir). Este princípio operacional indica-nos que não existem pessoas resistentes (clientes resistentes, pacientes resistentes, adolescentes resistentes... não existem!), apenas comunicadores que não conseguiram ainda gerar o nível de confiança suficiente para que a sua comunicação seja apreciada sem ruído. Aceitar este princípio leva o comunicador a fazer a pergunta "o que posso mudar na minha comunicação para gerar mais rapport ou ligação" ao contráro de se ficar por comentários do género "esta pessoa é resistente"!
(Manual de Certificação Internacional Practitioner em PNL - Life Training)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Mulheres...

As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões
E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos - digo,
As mulheres - ainda que as casas apresentem os telhados inclinados
Ao peso dos pássaros que se abrigam.

É à janela dos filhos que as mulheres respiram
Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas
Transformam-se em escadas

Muitas mulheres transformam-se em paisagens ...

Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram
Nos ramos - no pescoço das mães - ainda que as árvores irradiem
Cheias de rebentos

As mulheres aspiram para dentro
E geram continuamente. Transformam-se em pomares.
Elas arrumam a casa
Elas põem a mesa
Ao redor do coração. 

(Daniel Faria)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Happiness and money

Apenas pessoas com espírito snob podem pensar que conseguem ser felizes sem dinheiro.  

Albert Camus
(Tradução livre de Armindo Jales)

domingo, 4 de maio de 2014

Cartas às mãe mais que perfeitas (outra vez, porque hoje é o nosso dia)

Querida Mãe:

Eu já te vi por aí.
Eu vi-te a gritar com os teus filhos em público, vi-te a ignorá-los no parque, vi-te a levá-los à escola antes de teres tomado banho, e de calças de pijama por baixo do casaco.
Eu vi-te a implorares aos teus filhos, vi-te a suborná-los, e a ameaça-los.
Eu vi-te a gritar feita louca com o teu marido, com a tua mãe, e com o agente de polícia no cruzamento da escola.

Eu já te vi a correr com os miúdos de um lado para o outro, a sujares-te no parque e a praguejares em voz alta depois de bateres com o joelho na esquina da cadeira.
Eu vi-te a partilhares um leite achocolatado com um maníaco de 4 anos. Vi-te a limpar o nariz dos teus filhos com os dedos e a limpa-los na parte de trás das calças de ganga. Vi-te a correr com o teu bebé de 2 anos pendurado na dobra do teu braço, para apanhares a bola que está a fugir para a estrada.

Eu já te vi a ranger os dentes enquanto o teu filho gritava contigo porque não queria ir à aula de piano, à natação, ou ao treino de futebol. Eu vi-te a fechar os olhos e a respirar fundo depois de entornarem um copo de leite inteiro em cima. Vi-te a chorar desesperada enquanto tentavas tirar lápis de cera da tua melhor mala.

Eu já te vi na sala de espera do hospital. Eu vi-te no balcão da farmácia. Vi-te com o teu olhar cansado e assustado.

Eu não sei se tinhas planeado ser mãe ou não.

Se soubeste desde sempre que querias pôr crianças neste mundo, cuidar deles, ou se a maternidade te apareceu de surpresa.

Não sei se correspondeu às tuas expetativas, ou se passaste os primeiros tempos como mãe aterrorizada porque tinhas imaginado que sentirias o “amor materno” doutra forma.

Não sei se tiveste dificuldade em engravidar, se perdeste algum bebé, ou se tiveste algum parto traumático.

Nem sequer sei, se concebeste o teu filho no teu ventre, ou se o acolheste na tua família.

Mas eu conheço-te.

Eu sei que não alcançaste tudo o que querias na vida. Sei que há coisas que nunca soubeste que querias até teres filhos.

Eu sei que, às vezes, pensas que não estás a dar o teu máximo e que podias fazer melhor.

Eu sei que olhas para os teus filhos e te revês neles.

Eu sei que às vezes apetece-te atirar um candeeiro ao teu filho adolescente, e atirar o de 3 anos pela janela.

Eu sei que há noites que, depois de deitar os miúdos, estás tão exausta que só te apetece enrolares-te na cama a chorar.

Eu sei que há dias tão difíceis que só queres que acabem depressa. Depois, na hora de ir para a cama os teus filhos abraçam-te e enchem-te de beijinhos, e dizem o quanto gostam de ti, e de repente querias que o dia durasse para sempre.

Mas nada dura para sempre.

Os dias terminam, e o dia a seguir é um novo desafio. Febres, desgostos amorosos, trabalhos da escola, novos amigos, novos animais de estimação e novas dúvidas. E todos os dias, fazes o que tens de fazer.

Vais trabalhar, ou ficas em casa pões o bebé no sling e ligas o aspirador. Ou vais até ao jardim passear com ele.

Largas tudo para moderar uma discussão sobre de quem é a vez de usar aquelas canetas especiais, para dar um beijinho ao óó da tua filha, ou para conversar sobre qual é a cor do batom que a mãe do Pinóquio usava.

Eu sei que fazes guerras de cocegas em castelos de lençóis, e que sabes de cor as histórias de, pelo menos, 8 livros ilustrados. Eu sei que danças de forma ridícula quando vocês estão sozinhos. E que inventam canções parvas sobre queijo, maus cheiros, ou ervilhas.

Eu sei que uma hora depois de deitares os teus filhos, largas o que estás a fazer e vais cortar as unhas do mais novo. Sei que paras de arrumar a cozinha, porque a tua filha te convidou para a festa de chá que está a fazer com as bonecas, e faz questão que lá estejas.

Eu sei o que custou tratares dos teus filhos quando tiveste aquela virose de 4 dias. Sei que comes os restos dos pratos deles, enquanto arrumas a cozinha.

Eu sei que não contavas com muitas destas coisas. Sei que não antecipaste amar alguém tão intensamente, ou andar tão cansada, ou ser a mãe em que te vieste a tornar.

Pensavas que tinhas tudo planeado. Ou então, estavas perdida e aterrorizada. Ias contratar a Nanny perfeita. Ou ias deixar de trabalhar e aprender tudo sobre crianças.

Sei que não és a mãe perfeita. Por mais que tentes, e por mais que te esforces. Tu nunca serás a mãe perfeita.

E isso, provavelmente, vai perseguir-te. Ou se calhar fizeste as pazes com isso. Ou talvez nem nunca tenha sido um problema.

Eu sei que acreditas que independentemente do que fizeres, poderias ter feito sempre mais.

A realidade é outra.

Não interessa o pouco que fizeste, no fim do dia os teus filhos vão sempre amar-te. Vão continuar a rir para ti, e acreditar que tens poderes mágicos que podes curar quaisquer coisas.

Independentemente do que acontecer no trabalho, na escola, ou num grupo de amigos, tu fazes, sempre, tudo o que está e não está ao teu alcance para garantir que no dia a seguir os teus filhos estarão tão felizes, saudáveis e espertos quanto é possível.

Há um velho ditado iídiche que diz: “Há um filho perfeito no mundo, e todas as mães o têm.”

Feliz ou infelizmente, não há pais perfeitos. Os teus filhos vão crescer determinados a ser diferentes de ti. Vão crescer com a certeza de que não vão pôr os seus filhos nas aulas de piano, de que vão ser mais brandos, ou mais rigorosos, ou ter mais filhos, ou ter menos, ou não ter nenhum.

Um dia os teus filhos vão estar a correr como loucos na igreja, a portar-se pessimamente no restaurante a fazer caretas para o lado, e alguém vai passar e elogiar a tua família.

Uma certeza podes ter: não és perfeita!

E isso é bom. Porque na realidade, nem os teus filhos são perfeitos. E ninguém no mundo se preocupa mais com eles do que tu, ninguém sabe porque é que eles estão a chorar senão tu, ninguém percebe as piadas deles melhor do que tu.

E já que ninguém é perfeito, tens de desempatar com 2 biliões de pessoas que estão em primeiro lugar “ex aequo” para concorrer à melhor mãe do mundo.

Parabéns melhor Mãe do Mundo. Tu não és perfeita. És mais que perfeita:

És tão boa mãe como o resto do mundo.


(Lea Grover, adaptado por Up To Lisbon Kids)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Objectivos


“O rio atinge seus objetivos, porque aprendeu a contornar obstáculos.”

Lao-Tsé

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Segue o teu destino...

... rega as tuas plantas, ama as tuas rosas.
O resto é a sombra de árvores alheias.
(Fernando Pessoa)